terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pra sempre


Minha atenção subdivide-se por teu olhar,
Por teu jeito, por tua fala que convida
Meu sentimento mais eterno a ser pra sempre teu.

O que sinto é tão teu, que você se duplica em vida,
Você reside no espaço mais nobre que possa haver em mim,
A expressividade desse sentimento causa insuficiência nas palavras.

Ainda que a mesma coisa seja o contrário,
Que o sinônimo deixe de ser significado,
Que eu questione minha própria identidade,
Que exclame a certeza mais duvidosa...

Mesmo que a beleza do que sinto se manifeste em dor,
Que as mudanças diárias deixem de acontecer,
Pode até tudo mudar em mim,
Só não muda você.

                
       Lucas Corrêa Mendes

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Se  essa rua, se essa rua fosse minha


         eu mandava, eu mandava ladrilhar


                  com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante

                                            
                                                     só pro meu, só pro meu amor passar......
                                                                (cantigas populares)

domingo, 28 de novembro de 2010



Andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro (a) mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo (a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo (a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: NEVER. (Caio Fernando de Abreu)